terça-feira, dezembro 30, 2008

Ferida

Uma tábua de cama mal aparelhada
Esfolaste o joelho
Sangravas
Escorria-te na pele um fino fio vermelho

E tu esperando que ele viesse
Que te sarasse a ferida com seus beijos
E tu esperando, nua
Doída do joelho e doída da alma

2 comentários:

Guilherme Augusto Rodrigues disse...

Obrigado, Maria. Muito bom seu blog.

compulsão diária disse...

que beleza de imagem - triste e absurda;)
Nem tão absurda. A imagem lúcida da solidão.
Gostei muito, muito de tudo aqui.
aos poucos vou colocando em dia a leitura do blog.
beijinhos