sexta-feira, maio 26, 2006

dirás

quando forem as dez
quando o relógio enviar as horas
quando o sol se esconder
no sítio onde o sol se esconde
nesse instante
preciso
dirás que desnasci
dirás que me fui
a tua boca abrirás
de espanto
de grito
dirás que eu nem vivi
ilusão que eu fui
dirás que erro por aí
sem nome e sem amor
grilhetas nos pulsos
a boca alfinetada
nem grito, nem choro
nada
as lágrimas secaram
os olhos estão vazios

"agora que morreu"

dirás que eu nem nasci

1 comentário:

Arion disse...

Estou farto de dizer, estou farto que digam... Se estou vivo, estou, se não estou, parece-me... Encerrei para balanço, mas mesmo assim ligeiro, senão enjoo(-me a mim mesmo)! Beijo! (Desculpa o desabafo)