Tristeabsurda
Domingo, Dezembro 18, 2011
odor de mato
A lua brilhava.
Muito lá no alto. Muito redonda. Muito lua cheia.
Nua, a mulher dançava.
Um odor a erva e a mato em cada volta que ela dava.
No muro cor de lua gritavam palavras de sangue.
E aquele odor de mulher nua por debaixo do astro.
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